SOM DA TRIBO 95.7

SOM DA TRIBO 95.7
E AI BABY,VAI ENCARAR?
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

                                   CÔRTE CABAL
                                           Há muito tempo atrás

Já era tarde naquela escura noite. As sombras de uma mulher, dançavam por sobre a luz que uma fogueira irradiava.
O céu começou a se mostrar hostil, e do centro de suas nuvens, pingos grossos, que o peso se assemelhava ao de um soco, caíam por sobre a terra. Toda aquela água, que do céu caia,deixou da fogueira somente os galhos completamente molhados e a fumaça, que subia no ar, tomando forma de belas bailarinas dançando no nada.
A mulher deixou uma bituca de cigarro cair no chão, e com um de seus pés, esmagou-a lentamente. Suas roupas estavam levemente umidecidas. Em sua jaqueta de couro, as gotas da chuva se misturavam, mas nenhuma conseguia penetrar no groso tecido. A sua calça preta, parecia que somente o vapor de um banho quente a atacara. Seus acessórios nada sofreram. Com um leve toque de sua mão, pegou em seu cabelo vermelho e cacheado, como se fosse bagunça-lo. Olhou lentamente para trás, para ver oque estava aos seus pés num saco preto, num impulso, soltou um riso que soou puro sarcasmo.
Abaixou, agarrou o saco com as duas mãos, e começou a arrasta-lo. Em seu corpo, um sangue monstruoso corria por todo o comprimento. Enquanto fazia esse trabalho braçal, estava se sentindo muito orgulhosa pela proeza que consiguira.
Pela primeira vez em sua vida, decidiu o destino de alguém. O último lugar onde essa pessoa fincou seus pés; a última melodia que entrou pelos seus sujos ouvidos; e o mais importante, o derradeiro suspiro, o último fio de pensamento que passou pela cabeça dessa pessoa. Pois com certeza, na mente de quem estava à sua mercê, ecoava a pergunta "Por quê ela esta fazendo isso comigo?" Mas se parasse para pensar, lá no fundo, teria a resposta.

IARA BLUES ROSE

sábado, 5 de janeiro de 2013

                                 UM CONVITE PARA JANTAR

Hà um ano atrás, eu fiquei doente e tive que passar alguns dias no hospital.
Pela manhã e pela tarde, meus amigos me visitavam,
mas à noite, não era permitida a entrada de não pacientes na ala que eu estava internada.
Não era fácil de preencher o tempo
estando praticamente atada aqule lugar.
Gente doente pra tudo que era lado,
o único lugar que tinha um pouco de vida
era onde se doava sangue.
Sei disso por que precisei receber sangue.
Passei grande parte de minha tarde, esperando que alguém aparecesse,
mas incrivélmente, ningém naquela tarde passou por lá.
A moça que estava na recepção, estava nervosa
como se sua vida dependesse do sangue a ser doado.
Quando já era quase noite, voltei para o meu quarto.
Mais tarde naquela noite, acordei com o barulho de rodas de carrinho
passando pelo grande corredor que cortava todo o hospital.
Levantei e abri a porta do quarto.
No fim do corredor,
uma enfermeira vinha empurrando um carrinho
de levar comida no quarto dos pacientes.
Mas naquele horário, ninguém trabalhava na ala em que eu estava.
Eu fiquei dentro do quarto, com a cabeça do lado de fora
para ver oque a enfermeira ia fazer.
Derepente, outra porta é aberta
e por essa porta passa a moça da recepção
que vai ao encontro da enfermeira.
Pude ouvir uma breve conversa entre as duas.
A enfermeira levantou o pano que usava para cobrir o carrinho
mostrando oque havia para a moça.
Ela expressou desapontamento com oque tinha visto.
As duas andaram em direção ao meu quarto.
Eu me escondi ainda mais, para não ser vista.
O barulho que o carrinho fazia,
ficava cada vez mais alto o quanto mais elas se aproximavam.
Segundos depois de passarem em frente ao quarto em que eu estava,
não aguentei de curiosidade
e coloquei o meu corpo completamente para fora para olhar.
Um rastro de sangue rasgava todo o corredor.
Meus olhos se abriram mais para ver se realmente era verdade.
Na escuridão da noite,
as duas moças entraram numa sala.
Longe doque minha visão podia alcançar,
agora elas estavam.
Entrei novamente no quarto,
me sentei na cama, ainda pasma com oque tinha presenciado.
Fiquei imóvel por quase uma hora,
imaginando se fazia alguma coisa
ou se guardava essa história só para mim.
Num impulso,
me levantei, fui em direção à porta do quarto
e observei se havia alguém no corredor.
O corredor estava vazio.
Coloquei meu corpo completamente para fora do quarto,
e fui em direção ao cômodo em que as moças estavam.
A porta do cômodo estava trancada,
forcei a fechadura até consegui abri-la.
No quarto não havia ninguém,
só o carrinho que elas levaram por todo o corredor.
Encostei perto do carrinho,
que estava coberto com um lençol branco com marcas de sangue.
Minhas mãos estavam trêmulas,
mas mesmo assim recostei-as encima do leçol,
e num impulso o puxei.
Por baixo daquele pano,
a visão que eu tive me aterrorisou.
Três cabeças,
duas de adulto e um que se assemelhava a de uma criança,
pernas, braços, troncos
membros de vários corpos
só que completamente desconexos.
Quis vomitar ao ver todos aqueles corpos esquartejados,
arrumados em várias bandejas
como se fossem ser servidos em um banquete macabro.
Tudo em minha frente parecia girar,
perguntas sem respostas ecoavam em meu cérebro.
Enquanto estava sem chão,
alguém havia entrado no quarto.
Rapidamente olhei para trás.
A unica coisa que tive tempo de ver,
foi a enfermeira com os braços levantados
segurando no alto uma enorme e assustadora marreta,
com esse instrumento de tortura,
ela golpeou minha cabeça,
pude ouvir o som de meu crânio se partindo em pedacinhos.
No mesmo instante fui levada ao chão,
com os olhos entre abertos,
pude ver a outra mulher entrar no quarto.
Ela olhou para o chão e me viu quase que desmaiada.
Tomou nervasamente a marreta das mãos da outra,
e com toda sua força,
me goupeou,
até eu ficar toda mutilada.
A minha pele estava grudada no piso do hospital,
a face, como em um quebra-cabeça,
partida em mil pedaços.
Meu cérebro estava espalhado por todo o quarto,
e meu sangue,
desenhava as paredes
como em uma pintura abstrata.
Talvez se eu não fosse tão curiosa,
ainda estivesse inteira,
e não seria mas só uma cabeça no banquete de alguém.

                                                                 IARA BLUES ROSE
 




quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

VIAJANDO
A cabana de paredes e portas vermelhas

 ... O corvo nos levou de volta à roça, teriamos que passar por um árduo caminho até chegar à cabana. Ele nos deixou numa parte da roça, que ficava próximo à um sutuoso riacho. Ainda não o avistavamos, mas o som da água caindo sobre as pedras nos guiou por dentro de uma mata fechada, que depois de uma pequena caminhada acabou nos o revelando o riacho. Aquela linda imagem, formava um contraste com tudo de ruim que ali habitava. Encostamos na margem do riacho para pegar um opouco de água, Enquanto enchiamos o cantil que levevemos conosco, eu observava um pouco o lugar. Entre o espaço de uma árvore e outra, uma fumaça se aglomerava estranhamente, dando forma ao que se assemelhava com uma pessoa. Eu chamei a atenção de minha prima mostrando a estranha coisa. Ficamos paradas, olhando. Depois de já completamente formada, aquele "espirito" veio andando em nossa direção, passou entre nós duas sem perceber que estavamos ali. Quando olhamos ao redor, vários outros espiritos já haviam se formado, e trafegavam pelo riacho sem notar nossa presença. Eles tinham corpo de humano, só que nas costas, enormes asas como de borboleta. Os seres não possuíam boca nem olhos, por isso não tinham nenhuma feição no rosto. O único sentido que possuíam, era a audição, que se tornara muito apurada. naquele momento, ainda não tinhamos essa informação em mãos, então quando minha prima deixou cair o cantil no chão, os espiritos rapidamente se voltaram para nossa direção. Estavamos assustadas, não dava pra saber oque ia acontecer com nós duas. No mesmo segundo, todos eles ao mesmo tempo levantaram voô, e como numa coreográfia, começaram a girar no céu. Do chão, dava pra ver que eles estavam passando por mutação, no momento em que vimos aquela imagem, corremos em direção à mata, num curto espaço de tempo, os espiritos voaram para perto de nós, e vilolentamente nos arrastaram para o riacho. Eu só recebi a pancada, e então comecei a engolir muita água. Suas asas estavam perfurando minha carne, quanto mais nos debatiamos, mais eles se esforçavam para conseguir nos afogar. Por um momento consegui colocar a cabeça pra fora da água, quando derrepente uma luz em forma de voz me veio dizendo, "Façam silêncio, assim eles vão embora", então eu gritei "silêncio, faça silêncio", e no mesmo momento já estava debaixo da água novamente. Dessa vez não estavamos fazendo nenhum barulho. Foi preciso alguns minutos para os espiritos pensarem que estavamos mortas e nos deixarem em paz. Lentamente, colocamos a cabeça para fora da água para pegar ar, um sopro enorme de ar invadiu nossos pulmões, nos trazendo quase que de volta à vida. Estavamos exaustas completamente molhadas, estiradas na margem do riacho. Descansamos um pouco, e seguimos em direção a saída da mata. 
Fazia mais de três horas que andavamos sem ver nada de estranho. Quando de longe, avistamos a cabana, como o corvo havia dito, no topo de uma colina. Momentos depois, passos podiam ser ouvidos ao longo do caminho. E uma voz de homem gritava assim "Devolvam minha cabeça, por favor devolvam minha a cabeça". Não dava pra saber de que direção vinha aquela voz que só ficava mais alta e próxima de nós, quando derrepente, um homem sem cabeça passa em frente de nossos olhos. Ele estava vestido com um terno que parecia antigo e nas mão levava uma pasta de executivo. A cada passo que dava, proferia as mesmas palavras,devolva minha cabeça por favor devolva minha cabeça. Aquela era a criatura mais normal que tinhamos visto,então como ele não fez nada conosco, também não fizemos nada com ele.
Estavamos em frente à cabana. A  porta estava entre aberta, olhamos entre o espaço, mas nada dava para ser visto. Com um só impulso, empurramos a porta que se abriu lemtamente, revelando uma sala vazia,iluminada somente pela luz de fora da casa. Entramos na casa, eu senti um calafrio, talvez fosse pelo fato de não saber oque iriamos encontrar ali.
O chão da cabana era todo de madeira, e quando andavamos dava para ouvir um rangido. Passamos pela sala, e logo à frente tinha um corredor, que de tão longo que era, e escuro que estava, não dava para enchergar o final. Andando pelo corredor, um quarto estava com a porta aberta. Lentamente entramos no quarto, que diferente da sala e do corredor, tinha um ar acolhedor. As paredes eram cobertas por um papel cheio de ursinhos, havia um berço de bebê e uma estante repleta de briquedos. Mas oque mais me chamou a atenção, foi uma porta que tinha no quarto, uma porta que servia de passagem para outro cômodo. Atravessamos o quarto e passamos pela porta. Uma imagem inacreditável nos foi revelada. O cômodo era enorme, e todo o seu comprimento era preenchido por berços repletos de bebes. Eles dormiam como se não soubessem oque estava acontecendo. Eu encostei em um berço, com o intuito de entender oque realmente era aquilo. Quando minhas mãos tocaram a face de um dos bebes que estava com o corpo quase todo coberto por uma manta azul clara, ele começou a se mecher como se estivesse despertando. Ao levantar a cabeça, eu notei que um corte profundo feria a garganta do bebê. Em questão de segundos o corte começou a sangrar, e derramou sangue por todo o berço, o ferimento foi abrindo, abrindo e abrindo cada vez mais, até que só um fio de pele prendia a cabeça do bebê ao resto do seu pequeno corpo. A sua cabeça já estava completamente solta do resto do corpo, mas mesmo assim ele ainda estava vivo e tentando descer do berço. Nós estavamos em pânico e gritando muito. Todos os bebes haviam despertado, e começaram a chorar. Da gartanda de cada um, muito sangue estava jorando, de forma tão descontrolada que poucos minutos depois o quarto estava completamente lavado de sangue, naquele momento nenhum bebê possuía mais cabeça. Abruptamente, uma menina entrou no quarto, olhou para nós duas e disse "Por quê vocês os acordaram. Não fazemos barulho já para que isso não aconteça." A menina estava com um vestido rodado de cor rosa. Suas mãos, não sei como, eram mutiladas como se alguém ouvesse batido com uma marreta. Quando ela deu as costas para pegar um bebê que havia escapado do berço, deixou à mostra uma enorme faca cravada na parte de trás de seu crânio. Sem pensar duas vezes, eu e minha prima corremos em direção à saída do cômodo.
Ao sair do cômodo, nos deparamos com uma enorme sala. O chão não era coberto por nenhum tipo de piso, mas sim por terra. A sala estava completamente escura, e quando eu dei um passo, tropecei em alguma coisa e fui levada ao chão. Tateando o chão, peguei em algo que se assemelhava com a raíz de uma árvore. Quanto mais eu levava as mãos, maior a raíz ficava, até que eu bati meu rosto no tronco da árvore. Como quando se acende uma luz, tudo estava claro. Aquela árvore era o limoeiro. Não sabiamos como agir, ele já tinha nos visto. Até que então, como se saindo das paredes, uma voz podia ser ouvida. Era rígida e imponente. Era a voz do limoerio. Cordialmente, ele nos perguntou oquê procuravamos ali. Nada dissemos, pois acreditavamos que seria completamente diferente a sua abordagem para conosco. Ele disse que à muito tempo não recebia visitas, e que sabia que não pertenciamos aquele mundo. Então tomei forças e disse que já que ele sabia que não eramos dali, então sabia também que teriamos que mata-lo para conseguir sair. A voz tornou-se mais cordial ainda e nos perguntou de onde tiramos essa idéia de ter que mata-lo para retornar ao nosso mundo. Não dissemos que o corvo havia nos contado.
"Vocês acreditam que eu sou o mal deste lugar? " Ele nos perguntou. "Eu dou tudo oque as pessoas daqui precisam. Dinheiro e eternidade, e só peço alguns favores em troca." "Eternidade, como assim eternidade? Você se alimenta da morte dos outros." Eu disse. "Vocês viram, todas essas pessoas que habitam este plano? Eu as dou vida eterna através do meu dom. Estes são realmente os moradores do vilarejo, quando morrem, vivem para sempre da forma que foram mortos. Eles fizeram a sua própria cama, e agora só estou fazendo com que se deitem nela." Toda aquela  história começava a fazer sentido agora.
Com um sinal do limoeiro, os habitantes do vilarejo adentraram a sala. A mulher com um embrulho, o homem sem cabeça, os corpos dos bebes e todas as outras criaturas que lá habitavam. A mulher mostrou o pacote para o limoeiro, que disse para que o colocasse no seu lugar. Ela desembrulhou o pacote, que tinha um disco de vinil dentro. Colocou o disco em um gramofone que estava no canto da sala e o disco começou a tocar. Um blues macabro era proferido por toda a cabana.
"Vou deixar bem claro para vocês uma coisa, não tem como me matar. Não percam o seu tempo. A única coisa que podem fazer, é me pedir permissão para sairem daqui." Realmente era verdade oque ele disse. Estavamos rodeadas por aberrações, não tinhamos chance de mata-lo. Então após alguns minutos de silêncio, ele disse que nos liberava para ir embora, mas com a condição de que não contassemos para ninguém oque havia acontecido. Concordamos e saímos da cabana.
Com as coordenadas que o limoeiro havia nos dado, rapidamente encontrariamos a saída. Não foi oque aconteceu. Já caminhavamos à quatro dias, e ainda estavamos ali. O mais estranho é que não sentiamos  fome, sede ou sono. Oquê estava acontecendo conosco? Então uma voz ecoou de longe dizendo "Não existe mais saída  para vocês. Já estão mortas desde que entraram aqui." O desespero bateu, mas uma conciência estranha dentro de nós, dizia que era verdade. Morremos tentando achar uma saída, e para sempre iremos buscar uma porta que nos tire desse mundo.

IARA BLUES ROSE

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

VIAJANDO
O ninho do corvo

... Corvo negro e enorme que estava atrás de nós. Ele abriu suas asas, e delas uma forte luz era distribuída por um longo pedaço do caminho. A mulher começou a se debater com toda aquela luz, então ela pegou em nossos braços e começou à nos puxar. Quanto mais ela nos puxava, mais forte a luz brilhava, até que a mulher ficou sem forças e desmaiou caindo no chão. Corremos em direção ao corvo, e quando nós entramos em suas asas, ele as fechou e vôou conosco para bem longe dali.
Ali no alto, voando, estavamos em trânsi. Depois de um longo tempo voando, chegamos um lugar que era bem longe do chão. Estavamos no ninho do corvo. Ele cuidadosamente, aterrissou conosco, e começou a nos observar. Segundos depois ele disse que estava feliz em ter conseguido nos salvar. Eu não sabia se estava sonhando, um corvo realmente estava falando conosco.
O corvo era muito gentíl, nos ofereceu chá com biscoitos para acalmar os nervos. Enquanto comiamos, tudo ainda estava muito escuro. Pedi para que ele explicasse oquê estava acontecendo.
Se eu não tivesse testemunhado tudo oque havia acontecido neste dia, não acreditaria em nenhuma palavra do corvo. Ele começou a nos explicar tudo, a história em nada parecia real. Ele nos contou que aquele vilarejo guardava um grande segredo. Ficamos logo curiosas. 
Como eu já havia notado, os moradores do vilarejo eram sempre os mesmos, pessoas de fora só passavam por lá para visitar, mas nunca para morar. Aquela terra fertíl  que estava por baixo de tudo naquele lugar, era a chave para o mistério. Para alimentar a terra vermelha, quando um adulto morria, o corpo era enterrado direto na terra, sem o uso de caixão. O sangue dos mortos alimentavam os "espiritos" , que como bom grado, fazia com que o lugar cada vez mais ficasse produtivo. Essa era a parte da história que ainda podia ser aceitada, mas quando o corvo nos contou que a cada quatro meses um recém nascido era escolhido para servir de oferenda para a terra, aquela informação nos deixou abalada. A criança que era escolhida, passava por um ritual, mais que perturbador. A sua garganta era cortada por uma adaga pontiaguda pela sua própria mãe, e o seu jovem sangue derramado sobre as raízes de um limoeiro que habitava as roças de café. O limoeiro aparecia toda noite, mas em ocasiões, digamos especiais, ele aparecia durante o dia, como fez para nós. Então, o vermelho que aquela terra exalava realmente era reforçado, pelo sangue dos mortos e inocentes. Hà várias gerações, os moradores guardavam esse obscuro segredo. Mas aquela maldição, de certa forma estava consumindo aquele lugar, pois eles só prosperavam de forma financeira. Aqueles homens e mulheres do campo, ainda carregavam a culpa de vários assassinatos e para sempre estariam presos ao pesado fardo da culpa.
No fim do vilarejo, no topo de uma colina, que de tão alta chegava a tocar as núvens. Havia uma pequena cabana de paredes e portas vermelhas. Lá naquela cabana, habitava o ser que se alimentava de todo o sangue. Para conseguirmos voltar para casa , só tinha um jeito. Ir até a cabana e matar este tão ser. Nós perguntamos ao corvo, por que ele não podia o matar então, ele explicou que era difícil de dizer, mas ele também era uma criatura que  vivia na escuridão, só que depois de viver tantos anos nas trevas , preferia morrer, a continuar uma eternidade se alimentando da morte dos outros. Nada daquele mundo podia destruir o monstro , pois tudo que tinha naquele obscuro plano, possuía à ele. No meio da história, o corvo virou os olhos em direção as estacas e a rede que levavamos conosco. Ele disse que aquelas seriam as armas que usariamos.
Quando entrássemos na casa, oque viriamos era o limoeiro, mas no momento em que ele nos visse, revelaria sua verdadeira face. Era importante ficar o maxímo de tempo escondidas, assim, a possibilidade de vitória aumentaria ainda mais.
Estava decidido, iamos realmente até a cabana. Levando conosco nossas armas, e a coragem, que no momento se tornara a arma mais poderosa de todas...

IARA BLUES ROSE

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

VIAJANDO
A descoberta

Hà alguns anos atrás, como de costume, eu viajei para um pequeno vilarejo com o intuito de visitar uns parentes meus. A caminho de lá, o que se via era poucas casas. O lugar era tingido quase que completamente pelo verde fortemente escurecido que as árvores das florestas dali exalavam, o céu era de um azul celeste e a terra avermelhada como se a cada momento a sua cor ficasse mais viva.
O casebre onde eu residi aqueles dias, era antigo e se encaixava perfeitamente com o estilo das fazendas de café que por todo lado o rodiavam.
No primeiro dia de estádia, eu e minha prima preenchemos nosso tempo com uma longa caminhada pela roça de café que ficava logo atrás da nossa casa. O que se via lá eram ruas inteiras de pés de café, e a cada início e fim das ruas, um pé de bananeira. O quê me chamou realmente a atenção naquele lugar, foi o fato de todas as ruas serem muito parecidas, e como em um labirinto, facílmente era possível de se perder.
De longe, ouvimos minha tia anunciar que o almoço já estava pronto, então voltamos para casa planejando o que fazer no dia seguinte.
O dia já amanhecia, enquanto um pouco de luz entrava por um espaço na janela do quarto, me espreguicei e chamei minha prima. Levantamos e até a hora do almoço não fizemos nada, pois estavamos guardando forças para à tarde, já que tinhamos planejado armar uma rede de vôlei na roça de café.
Como combinamos, logo depois do almoço, fomos para a roça. Levamos conosco, duas estacas para serem fincadas no chão como suporte e uma rede bem grande, levamos também água e um pouco de comida, já que planejavamos ficar um bom tempo por lá.
Caminhamos pela roça à procura de um bom lugar para montar a rede. Um lugar em especial me cativou. Era o único lugar de toda a roça que podia ser distinguido dos outros, pois naquela rua de café tinha um limoeiro tão carregado que chegava a ser convidativo. Montamos a rede debaixo da sombra do anorme limoeiro, e pouco tempo depois já estavamos jogando vôlei. Depois de um bom tempo de jogo, estavamos cansadas. Nos sentamos então sobre as raízes do limoeiro para comer e descançar um pouco. Estavamos sem relógio, mais pelo tempo que ficamos lá, já era umas cinco horas da tarde. Arrumamos tudo , e viemos em direção à casa. Quando estavamos no fim daquela rua de café, olhei para trás para me despedir do limoeiro, virei o pescoço e meus olhos foram direto na direção em que ele estava, mas ele já não estava mais lá. Eu falei com a minha prima, mas ela achou que era brincadeira e continuou andando.
Depois de dez minutos de caminhada, já era para avistarmos a casa, mas olhavamos para todo lado e nada viamos além das ruas costumeiras. Depois de mais um tempo andando, começamos a cogitar a possibilidade de estarmos perdidas.
O sol já se abaixava no céu, e ainda não tinhamos chegado. E agora, por que aquilo estava acontecendo. Minha prima conhecia como a palma da mão aquela roça, não tinha como ela esquecer o caminho de volta.
Quando já estavamos nos desesperando, um vulto passou pela rua ao lado, pensamos que era alguém e então tentamos chamar sua atenção. Quanto mais gritavamos , mais a pessoa andava depressa, começamos então a correr, até conseguimos alcança-la. Paramos em sua frente, suas roupas eram feitas de um tecido grotesco e estavam todas rasgadas, no rosto, o cabelo cobria completamente os olhos de forma que não dava para enchergar coisa alguma. Começamos a explicar oquê tinha acontecido, mas nenhuma palavra era proferida da boca daquela mulher. Dava pra ver que ela estava carregando um pacote todo sujo nas mãos. Aquela atitude fria nos assustou mais ainda, e então movida por um forte impulso peguei num braço daquela mulher, mesmo por baixo do grosso pano que o cobria, dava para sentir graves feridas por todo seu comprimento. Ela puxou o braço de minhas mãos, e como se fosse descobrir seus olhos, moveu o cabelo do rosto. A sua fronte estava completamente descoberta, revelando a face do horror. Olhos enormes, com órbitas brancas que dava para se ver além, quando a mulher abriu a boca, nenhum dente tinha lá, somente uma cruz enfiada do céu da boca até o início da garganta. Estavamos assustadas, tremendo, e a mulher contonuava ali imóvel, quando derrepente ela deixou cair o embrulho que levava em mãos, começou a levantar o braço ampontando para nossa trás. Por estarmos tão abaladas, não sentimos uma presença escura, carregada aproximar-se de nós. Olhamos lentamente para trás, o coração batia num ritmo selvagem, estavamos com tanto medo do que poderiamos ver. O que estava atrás de nós era inacreditável, posso dizer,era um ....
  
IARA BLUES ROSE

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

UM CONTO DE UMA MADRUGADA

                                              (IARA BLUES ROSE)

Era bem tarde da madrugada.
Todo mundo já estava dormindo.
Pelo vitrô do meu quarto,
só dava pra ver a luz azul que a lua refletia.
Eu acordei com o barulho do vento
e continuei deitada na cama.
Em menos de um minuto depois
eu ouvi o som da porta da cozinha se abrir.
Meu coração começou a desparar
e no ritmo dos batimentos,
passos vinham em direção ao meu quarto.
Quando eu já tomava forças para gritar,
és que um homen surgi
e passa bem lentamente em frente ao meu quarto
Não consegui nem embrulhar a cabeça
de tão aterrorizada que eu estava.
Eu nao posso asegurar que era humamo
tinha pernas e braços bem grandes.
Ele se apoiva sobre as costas da mão para andar de forma
que parecia estar flutuando sobre aqueles enormes braços peludos
e quando eu consegui fechar os olhos ...
Aquela criatura caminhou lentamente em direção à sala
de forma tão aterrorizante 
que seus passos assombravam  minha mente.
A cada passo, um barulho que eu nunca tinha ouvido antes, era proferido.
E quando ele terminou o percurso até a sala,
eu ainda estava sentindo sua presença.
Com as pernas tremulas levantei
e coloquei a cabeça para fora do quarto,
meus olhos nao acreditavam no que eu vi...
Uma sala vazia preenchida somente pela escuridão da noite.
Eu voltei para o meu quarto,
e encima da cama,
no lençol
tinha uma marca de sangue
deixadas por garras  ferozes.
Aquele sangue me entrigou,
mas eu nunca soube de quem era, 
e espero nunca saber...




quinta-feira, 14 de junho de 2012

É né,voltei...

(Por:Laísa Duarte)


    É meus caros visitantes,voltei.
    Voltei e já chegando com a aquela boa e velha mania padronizada de todos nós, bloggeiros.Aquela mania de se desculpar pelo o afastamento das postagens,pela falta de tempo e inspiração para escrever e por desacostumar vocês,meus caros leitores,que tão humildemente me faziam uma visitinha aqui,mesmo que rápida,durante todo o dia.
    Pois bem né,voltei.O fôlego ainda não cessou e ainda há garganta,dedos,amores e coloridas canetas para escrever aos berros.E agora,com mais algumas novidades,claro.Algumas boas "novas novíssimas" em folha.
    Mas,contudo,porém,todavia,esse post foi feito somente para dar continuidade áquela boa e velha mania de todos nós,bloggueiros.Espero que vocês esperem por mim...até a próxima!
Fui!!

terça-feira, 8 de maio de 2012

Algumas palavras em um dia down...

(Por:Laísa Duarte)

      Só por hoje eu acordei triste.Sem ânimo algum para pular da cama e aproveitar mais um dia qualquer.
    Apesar da manhã ensolarada,apesar do cantar dos pássaros me convidando pra curtir o dia lindo lá fora,apesar de mais um mês vencido de trabalho(e money no bolso!)e mesmo sabendo que há muitas providências a tomar,acordei triste e sem ânimo algum pra cumprir os meus rituais repetitivos,que já faço sem nem prestar atenção,como tomar banho,me vestir,comer,ir pro computador,cumprir tarefas e obrigações,ouvir sermões e engolir alguns bons sapos(é,a vida nos exige...).
   Apesar desse dia qualquer,como qualquer outro,eu "ando tão down"já diria o bravo Cazuza,em um dia provavelmente como o meu.
    Mas,não me arrisco sequer compartilhar minha dor por ai.Já que se eu o fizesse provavelmente ouviria como conselho "te anima"como se não fosse isso mesmo o que eu estou tentando fazer,desde cedo.Ou ainda"existem pessoas com problemas maiores que os seus"sem sequer saber dos meus problemas,nem tampouco de suas medidas.
    O fato é que,como diria novamente o Cazuza,"pega mal sofrer".E pega mesmo.
    Melhor mesmo é distribuir um sorriso forçado.Sair  pra balada,fazer uma piada.Melhor mesmo é desamarrar a cara,fingir que tudo está bem.Ninguém gosta de se contagiar com as energias negativas que a tristeza erradia.A tristeza afasta as pessoas,fato.
    "Bye bye tristeza,não precisa voltar",sussurava Sandra de Sá(Sandra de Sá?)em meio á outra música.
     Muitas pessoas cantam a tristeza,mas pouquissimas têm coragem de enfrentá-la de fato.
     Claro que ninguém quer ser triste.Ninguém pede pra ser triste nem viver em função dessa tristeza.Mas o melhor mesmo é não se privar de sentir seja o que for,"respeito é bom",e os sentimentos gostam.
     Deixe a tristeza ser feliz e usufruir do seu direito de existir.
     É respeitosamente normal existir dias em que não estamos para a poesia do samba,nem para a libertação do rock.Nem para o break dançante do hip hop,nem para o batidão do funk.Existem sim,esses dias em que não estamos para o velho e bom amor,nem para o bom e velho sexo.E nem por isso devemos tentar camuflar nossos dias de introspecção nem dessamarrar nossa cara e aceitar convites para festas em que não temos nada para brindar.
    Respeite a tristeza.Dê um certo espaço á ela.Deixe a vida caminhar normalmente e aceite esse momento de solidão...
    E que nos deixem quietos,pois a quietude é armazenamento de força e  sabedoria.
    E que nos deixem sós,que"nestante" a gente volta,daqui a pouquinho a gente volta ás boas,anunciando o fim de mais uma dor.

domingo, 6 de maio de 2012

Distorcendo as palavras da Marta Suplicy...

...mas para algo útil!


Obs.: Se quiserem postar algum comentário o vídeo também  está disponível no youtube(clique aqui)...então,com "bronca" ou "sem bronca",mandem brasa lá,to aberta á opiniões e...a imagem ficou um tiquim ruim! hehe



sexta-feira, 13 de abril de 2012

O Cromossomo Y faz toda a inDIFERENÇA!

(Por:Laísa Duarte)


     É mulheres...em algumas coisas temos que admitir que somos fracas e emocionalmente instáveis.Afinal,somos de fato(e na maioria das vezes) choronas,dramáticas,impulsivas e corretamente Treinadas Para Matar quem não respeita "aqueles nossos dias".    Mas,apesar disso tudo,não podemos deixar de esclarecer alguns conceitos discriminatórios que nos foram dados durante anos  por esses sujeitos que possuem um cromossomo Y:é bom que saibam que nem de longe,mas nem de longe mesmo,nós podemos ser consideradas o grupo do sexo frágil.
    Afinal,nós trabalhamos,estudamos,arrumamos a casa,cuidamos dos nossos pais,filhos,cachorros,maridos e...TPM!Temos uma delicada tendência para serviços domésticos e sal á gosto,cuidamos das nossas unhas,pele e sobrevivemos ao formol da progressiva no nosso cabelo tuim.Carregamos mini seres humanos dentro de nossa barriguinha e ainda resistimos á quase nove(ouçam bem, NOVE!) meses sem sexo(he he he!).Tiramos sobrancelha e usamos aquele "tróço" para encolher a barriga.Ah!sem falar é claro,na depilação e...ufa...o que mais?
    Em resumo,além de termos 1002 utilidades,ainda resistimos bravamente ás malvadezas que a vaidade nos impõe.Mas,com um leve aperto nesse coração emotivo, tenho que admitir uma outra fraqueza feminina: nós mulheres não sabemos ser indiferentes!
    Sim,nós até sabemos ser indiferentes em determinadas situações,tipo:
   -Moça,o time do São paulo perdeu(ok,agora somos indiferentes).
   -Nossa! a Ferrari lançou um carro que custa 20000 blihões de dólares!(ok, ainda estamos indiferentes).
   Mas,quando partimos para o lado emocional da coisa não sabemos disfarçar nosso entusiasmo,nossa raiva,nosso friozinho na barriga,nosso "bate bate coração!"
   Não paramos de pensar em que tom de voz  usar no encontro,como se comportar,o que falar,que cara de indiferente fazer...
   Não sabemos fingir que está tudo bem se o nosso radar fica 24 horas atento,nos fazendo imaginar a cena do encontro e a cara do sujeito amado...
   Homens!quanta inveja de vocês!!!
   Eu sinceramente daria tudo,tudinho,até meu sexto sentido feminino só pra poder ficar com esse dom que o cromossomo Y adiciona á vocês,fazendo-os indiferentes,enquanto nós ficamos aqui á roer as unhas,na mais pura ansiedade...Ai!quanta responsa!


sábado, 7 de abril de 2012

Chip inteligente?E os problemas URGENTES enfrentados pela Educação ficam pra quando?

Pois bem,abaixo,deixarei o link da matéria que aborda sobre o uso de "chips inteligentes" no fardamento escolar,e um tiquim mais abaixo,segue o vídeo...

g1.com (clique)-->Chips em fardamentos escolares


quinta-feira, 5 de abril de 2012

Nada melhor que tempo,amor e paciência...


"JÁ QUE DÓI,ENTÃO DÊ ÁS SUAS DORES O MOMENTO DO TEMPO,A BONDADE DO AMOR E A SABEDORIA DA PACIÊNCIA.
(...) NO FINAL NÃO HAVERÁ DOR QUE RESISTA..." 




(Por:Laísa Duarte)




Há quem diga que só o tempo pode curar tudo.
Há quem diga que só amor,e não o tempo,pode curar todas as coisas.
E há quem acredite,assim como eu ,que o "segredo" para se curar todas as dores não está somente ligado ao tempo e ao amor: a receita ainda exige uma pitada nanica (porém sábia) de paciência...
Eis então uma junção infalível para a cura de todos os nossos males,que vão desde os problemas crônicos á pequenas irritações cotidianas.Junção infalível porém incômoda,por motivos sábios,claro.Afinal,quando alguém nos vem com essas frases conselheiras é justamente quando nos encontramos aflitos e ansiosos por uma solução imediata.Daí,esperar pelo momento do tempo,pela bondade do amor,e pela vagarosidade da paciência nos faz sofrer muito e demora "mi léguas".
Mas,assim como todo remédio,o tempo,o amor e a paciência precisam ser rigorosamente administrados.Precisam ser exatamente dosados e agendados.Precisam ser tomados somente quando a dor nos impede de dar um passo mais adiante.Precisam ser tomados e acompanhados durante todo o tratamento,mas SEMPRE com o seu fim previsto.
Afinal,estamos falando de combinações poderosíssimas e altamente eficazes,onde sua super dosagem pode nos fazer perder o foco e nos submeter á uma mera morte por overdose,ao invés de tirar de nós as dores que a vida nos traz...

sexta-feira, 30 de março de 2012

quarta-feira, 28 de março de 2012

Morre-se lentamente...

(Por:Laísa Duarte)




...quem fica parado a ver,sem coragem e motivo algum,os dias acabando-se sem graça...
Quem vive escravo dos hábitos,dos bons e dos maus costumes,da vida preto no branco,sem erros e com todos os pingos no is...
Quem não troca de idéias e nem muda de discurso;
Quem deixa de viver uma paixão por medo (ou por coragem),quem vive se queixando dos dias quentes e das incessantes chuvas...
Quem não se permite virar a mesa em um dia estressante de trabalho,ou quando todas as portas se fecham e só lhe resta a opção de seguir por si só...
Quem não se permite uma vez na vida (ou duas,ou três,ou até quatro quem sabe?) á fugir dos conselhos sensatos e das opiniões alheias para poder evoluir...
Quem mau espera o verão chegar e já está á reclamar dos dias de inverno...
Quem normaliza,sem medo,cada instante de sua vida rotineira...
Morrendo aos poucos,sem se desgastar,sem correr riscos,sem pestanejar...
Vai morrendo lentamente (e na contradição de minhas palavras anteriores) quem imagina que só se vive uma vez,sem dar espaço á paciência,sem esperar pelo amanha pra viver o que seria para hoje...
Enfim,morre-se lentamente quem vive na ilusão da vida,pois um dia a fonte se esgota e o tempo se acaba sem contagem regressiva...
Mas,já que não podemos fugir (nem tampouco evitar) o final repentino,o ideal é evitar a morte em suaves prestações,e saber que a vida exige muito mais do que o simples fato de respirar...

segunda-feira, 19 de março de 2012

Depois desse vídeo,o tal do "inferno" me aguarda...

60 MINUTOS DE ESCURIDÃO?
O objetivo do vídeo é expor minha opinião sobre "A Hora do Planeta" que,apesar de ser um projeto interessantíssimo e conscientizador,há de convir que somente uma medíocre minoria da população realizará(assim como acontece todos os anos) esse ato simbólico,e portanto,não resultará em nada...era preciso que fosse uma atitude perfeita e  integral.


*Obs.:"Falei errado" várias vezes ai no vídeo,mas é aquela velha história...falta de coragem de regravar e tal...

sábado, 17 de março de 2012

Mas me diga:pra quê a pressa?


(Por:Laísa Duarte)



      Outro dia,no embarque de um aeroporto,eu vi uma cena que me deixou com o queixo caído e o relógio sob os olhos: um grupo de passageiros se amontoando em frente á entrada,feito formigas no açucareiro,assim que o vôo foi chamado.
     E todo mundo está cansado de saber que os idosos e as crianças têm preferência.Mas este primeiro grupo,por incrível que pareça,foi o último á entrar,passos lentos,cansados.
     Boquiaberta fiquei á me perguntar: pra que será tamanha pressa se os lugares são previamente marcados?
     Imagino como devem sofrer os caixas de um bar,os atendentes de uma padaria(que tem todo um processo de"acadêmia gratuita"até deixarem os pães prontos),ou até mesmo um cobrador de ônibus em plena tarde de sábado,com feirantes descontrolados,tendo que atender um monte desesperado de pessoas que gritam e se empurram ao mesmo tempo. 
     E que os elegantes não se enganem: a pressa reina inclusive nos bufês mais fartos,aqueles de dar água na boca.
     Logo aparece,no meio dos mais educadinhos da fila de espera,uma perua metendo o garfo,tomando lugares,unhas azuis e sorriso descarado no rosto:
     -Só vou pegar uma saladinha!
     Pronto.Era o que precisava pra desencadear a confusão e alertar os "furadores de fila".
     Nos elevadores então, nem se fala: embarcar e desembarcar parecem ser as tarefas mais difíceis que enfrentamos no último século.
     Numa fila de merenda escolar,numa fila de banco,numa fila de ingresso pro show mais esperado e até mesmo em uma fila de pagamento de contas os apressados dão as caras,empurrado quem vier na sua frente.
     É impossível que todo mundo tenha sempre tanta pressa.É impossível que se esqueçam as regras mínimas do bem viver.Minha impressão é que estamos deixando de viver de tudo um pouco,de organizar nossas vidas,de deixar a pressa pra depois,pra mais tarde...
     Que tal perder dois minutinhos(só!)do seu tempo,acariciando seu cachorro?Ou só mesmo observar,durante cinco segundos,aquela borboleta que,mesmo com seu único dia de vida,pousa pacientemente em cada flor,sem pressa...

quinta-feira, 15 de março de 2012

Vera Flor

(Por:Laísa Duarte) 


"vera flor,vera flor existe,é a beleza mais triste..." 


     Em um jardim farto,porém pequeno e desorganizado,eu caminhava desatenciosamente até encontrar,dentro de uma cerca esquecida,um ramalhete muito bem aproveitado,com tamanhos,cores e humores diversos.
   Fui observando,agora atentamente,os mínimos detalhes de cada rosa e as camadas que,cuidadosamente,ia compondo suas pétalas:eram as rosas dos sentimentos!
   Percebi que,para as mais fartas(porém simples)e em tons suavemente fortes,foram dedicados todos as essências que compunham a felicidade:á essas rosas foram portanto,dado o nome de "Simplicidade"
   Mais adiante,vi um montinho todo bem feito de rosas luxuosas(porém já quase murchas)e em tons mornos,quase que monótonos:á elas não coube outro nome senão o próprio que compunha os males de toda a "Arrogância".
   Há uns dois passos mais á frente estava um coletivo de rosas chorosas e solitárias,apesar de estarem sempre juntas e unidas,praticamente coladas entre si.
   Essas se empalideciam em tons secundários,formados por alguma razão,pelas duas outras rosas seguintes que,tempos antes trouxeram para si o motivo que as levavam ter pétalas sempre tão belas,formosas e apaixonadas,hoje porém,foram somente as responsáveis por nomeá-la "Saudade",uma das mais marcantes rosas naquele tumulto confuso de sentimentos!
   Uma dessas rosas se chamava "Paixão",e era o coletivo mais brilhante de todo o roseiral !
   Elas se resumiam á tons fortes,impetuosos e corajosos.Tons tão agressivos que enchiam de luz e medo os olhos que se ousassem pousar sobre ela.Para Paixão foram dadas pétalas vermelhas e detalhadas.Foram cortados de seu caule os espinhos que,um dia sem querer,furaram os dedos de quem as regou durante muito tempo,com cuidado e inocência.Ela agora se encontrava amena,ao lado da rosa "Saudade".
   A outra porém,era quieta,tranquila e,indiscutivelmente bela!
   Não se acomodava em um bando.Não era um coletivo.Não era rosa em porção.
   Era uma única só.Umazinha somente e de personalidade redundante:era fortemente sensível...
   À ela foram dedicados tons indefiníveis.Tons tão bem trabalhados que ninguém,nem mesmo o próprio jardineiro que a regava diariamente,conseguiria definir.Sua essência então,nem se fala.Era cuidadosamente escolhido seu aroma:eram diversos perfumes,sempre misturados,sempre antônimos,sempre cheirosos...
   Era porém uma rosa triste.Triste,murcha e esquecida.Ninguém a enxergava por entre todas as outras...
   Por entre todas as outras rosas luxuosas,ricas,margaridas...
   Á ela foram dados os sentimentos mais nobres,mais especiais e puros,que compunham o essencial pra que a vida de quem a plantasse valesse a pena,mesmo que fosse uma vida breve:á ela  foi portanto,dado o nome "Vera Flor",a flor do amor...

segunda-feira, 12 de março de 2012

Eu de óculos e numa maresia arretada...

Pois bem,o vídeo foi gravado no intuito de repassar á vocês quem,afinal,é Joseph Kony...
Abaixo deixarei o link de dois vídeos com a história detalhada de Kony e o grupo LRA,caso se interessem deem uma olhada:

clique:
Vídeo 1:humanidade,faça-me orgulhoso
clique:          
Vídeo 2:Kony 2012


sábado, 10 de março de 2012

A imagem ficou péssima,foi mau gente...

ECAD,PODE ME PROCESSAR!!POIS,ASSIM COMO O BLUEZÃO,EU POSTO VÍDEOS DO YOUTUBE EM MEU BLOG!
Pois bem,o vídeo foi feito com o intuito de repassar á vocês a nota publicada pelo Google nessa sexta feira dia 9,dizendo que o Ecad(Escritório Central de Arrecadação e Distribuição)não pode cobrar(por lei)de blogs que usam vídeo do youtube...Então,fiquemos todos tranquilos...viva a liberdade de expressão!
Obs.:A imagem do vídeo ta péssima,foi mau mesmo,mas novamente me faltou coragem de regravar...mas ta ai a mensagem povo! :-)
Abaixo,deixarei o link da matéria...caso se interessem deem uma olhada:


                                DEPOIS DO VÍDEO,CLIQUE AQUI!
                                               ou antes,você quem sabe :-)

Alçar um vôo livre...

(Por:Laísa Duarte)



    Enquanto a professora explicava pacientemente as regras do Teorema de Tales,minhas pernas não paravam de se encarar ansiosas,enquanto eu,quase que em um gesto automático,rabiscava toda a carteira,angustiada,pois as horas pareciam não passar...
   Meus olhos ficavam num vaivém perturbador.Ora pousando sobre os ponteiros teimosamente preguiçosos do relógio,ora pousando de mim para dentro de "mim mesma",analisando e projetando,cuidadosamente,meu tão sonhado vôo.Tinha que ser dessa vez...
   O sinal soou enfim.Saí aceleradamente da minha carteira que já estava toda machucada pelos meus rabiscos.
Subi tão depressa no ônibus quanto desci.Chegado meu ponto.
   Acelerei meus passos por entre a multidão calorenta enquanto não parava de pensar no meu projeto tão eficientemente planejado.Também ia observando atenta e invejavelmente a facilidade com que os pássaros voavam por entre as árvores,as borboletas por entre as flores,e até um mosquitinho repugnante  sobre um montinho bem feito de açúcar no chão.
   Chegando enfim em casa,não hesitei um só segundo e corri em direção ao meu quarto,deixando pra trás somente minha mochila,jogada de "qualquer jeito" sobre o sofá.
   Ainda fardada,coloquei meu plano em ação.
   Peguei o banco da minha escrivaninha(pois era o mais alto que havia em casa)e o coloquei próximo aos pés da cama,pois caso não houvesse sucesso em meu plano(embora muito bem planejado)minha queda seria,diferentemente de tantas outras,amenizada.
   Antes de subi no banco,coloquei entre minhas axilas um balão improvisado(ele tinha em suas margens alças parecidas com as de uma mochila),que seria acionado após meu salto(que deveria ser bem feito,o mais alto,pois tudo dependeria dele),e assim eu realizaria,mesmo que por apenas 4 segundinhos,meu sonho tão bem sonhado:o de alçar um vôo!
   Mas era este um sonho que não podia ser realizado de qualquer maneira.Não podia ser somente tirar meus pés do "chão" e pronto.Era preciso que fosse um vôo bem feito,que me tirasse o fôlego, que me bagunçasse a alma.E mesmo que fosse somente por 4 segundinhos bobos,era preciso que desconcertasse em mim,"sem dó nem piedade", todas as vértebras.Era preciso que fosse um vôo liberto,que me fizesse sentir como uma borboleta entre as flores.Ou ainda que fosse um vôo heroico,entre o perigo,que me fizesse atuar com orgulho em meus desenhos preferidos de infância!
   Pronto.Tudo nos conformes.Subi depressa no banco já toda armengada.Tinha preparações de todos os  tipos sobre meu corpo.Respiração ofegante,coração acelerado...tinha que ser dessa vez.
1...2...3 e...
...lá fui eu: alçar meu tão sonhado vôo livre!